Coluna Técnica
Cirurgia Personalizada.
Sem mistérios.
Seres humanos, como espécie em geral, têm sistema óptico muito bom, mas individualmente imperfeito. Investigando minuciosamente a visão, os médicos perceberam que, além do grau, o olho humano possuía dezenas de outras imperfeições mínimas que, juntas, poderiam comprometer até 20% da acuidade visual. Essas imperfeições foram classificadas pelos oftalmologistas como aberrações de alta ordem, variando ainda em intensidade e tipo, de pessoa para pessoa.
Descobriu-se, então, que de 15 a 20% dos candidatos à correção refrativa a laser possuíam essas aberrações relacionadas aos graus de miopia, astigmatismo ou hipermetropia, o que poderia provocar certa insatisfação no pós-operatório, principalmente em ambientes com pouca luz. No caso, esse percentual de pacientes, se operados com o laser hoje chamado convencional, passaria a enxergar halos, como ao dirigir à noite, por exemplo, quando veriam borrões de luz em volta dos faróis.
A descoberta levou ao desenvolvimento de novos equipamentos que solucionassem o problema. Uma evolução que desembocou, há cerca de sete anos, numa espécie de 3ª geração cirúrgica, que faz uso de um tipo de laser mais sensível, guiado por uma sofisticada tecnologia chamada frente de onda. Este conjunto de novos sistemas compõem a atual ‘Cirurgia a Laser Personalizada’, cujo principal diferencial é, justamente, corrigir as aberrações de alta ordem. Entretanto, devido ao seu custo, 70% mais elevado, ela pode não se justificar quando exista apenas a aberração de baixa ordem, pois, nesse caso, a Cirurgia Convencional supre totalmente as necessidades.


Voltar | Home