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Laser Ocular - Tolerância Zero contra Infecções

Experimente permanecer com os olhos semicerrados por cinco minutos e tente focar alguma imagem próxima. Agora, abra os olhos de uma vez. A sensação de alívio causada pela nitidez da visão faz parte da vida dos oftalmologistas Edmundo Velasco Martinelli e Fernando Tarcha há quatro anos. Após 11 mil cirurgias refrativas para correção de miopia, hipermetropia e astigmatismo, os comandantes da Laser Ocular ABC ainda têm tempo de compartilhar emoções com quem recuperou a visão e se livrou dos incômodos óculos. Como o volume de intervenções cresce 230% ao ano, a clínica de Santo André procura ultrapassar a própria excelência. Quer ser referência pela habilidade profissional e principalmente por manter índice zero de infecção no ambiente cirúrgico.

As expectativas de médicos e pacientes podem parecer diferentes, mas convergem para o mesmo ponto: a de recuperar a visão distorcida por algum tipo de grau com o máximo de segurança. Quando decidiram há quatro anos trazer para o Grande ABC a técnica do LASIK, - cirurgia a laser na camada intermediária da córnea, sabiam que precisavam estabelecer relação de contabilidade entre os potenciais pacientes. Pior do que enxergar mal é ter a visão agravada por procedimento cirúrgico inadequado ou infecção hospitalar. Por isso foram criteriosos.

A central de cirurgias da
Laser Ocular ABC está fisicamente separada das duas unidades de atendimento e consultas pré-operatórias, uma localizada em Santo André e outra na zona leste de São Paulo. A medida restringe a circulação de público porque apenas pacientes e acompanhantes freqüentam a unidade cirúrgica. Por mais estéril que seja um ambiente médico, o risco de contaminação por agentes externos está por toda parte e aumenta em locais onde o número de pessoas é intenso. Com o crescimento da quantidade de cirurgias, os cuidados precisam ser redobrados.

Para garantir o nível de desinfecção, a
Laser Ocular ABC acaba de equipar seu centro cirúrgico com o Clean Air, uma unidade de descontaminação que funciona 24 horas e filtra 23 vezes o ar no período de uma hora. O Clean Air é utilizado em hospitais como Albert Einsten e pela Escola Paulista de Medicina. "Procuramos sempre trabalhar com tecnologia de última geração"- conta Edmundo Velasco. A tolerância zero com infecções acaba de ser certificada pelo Instituto Paulista de Microbiologia Aplicada. A entidade faz avaliação microbiológica ambiental de centros cirúrgicos e de áreas de contaminação, controladas periodicamente.

A Bloss (sigla em inglês para Sociedade Brasileira de Laser e Cirurgia em Oftalmologia) desconhece relatos médicos sobre contaminação em série em cirurgias refrativas. Mas a própria literatura especializada prevê a possibilidade de existir uma contaminação a cada 10 mil cirurgias realizadas em ambientes totalmente assépticos e com todos os procedimentos corretos. Utilizar adequadamente colírios antes e depois da intervenção e evitar contato com piscina, mar e sauna nos primeiros dias de recuperação seriam alguns cuidados indicados. Estima-se que em 2000 foram realizadas 150 mil cirurgias refrativas em todo o país e que a quantidade deve aumentar em 30% até dezembro deste ano. A segurança adotada pela
Laser Ocular ABC também pode ser atestada visualmente. Os acompanhantes têm a oportunidade de assistir o procedimento cirúrgico por meio de um visor. Se isso não bastar, podem ainda solicitar a gravação em fita de vídeo. São atitudes simples, mas que garantem dose extra de confiabilidade, pois a transparência de procedimentos traz implícitos os cuidados extras com a esterilização dos ambientes.
A segurança que a Laser Ocular ABC quer transmitir aos pacientes começa bem antes do centro cirúrgico. A clínica está equipada com aparelhos de última geração para exames pré-operatórios que consumiram US$ 200 mil em investimentos. O mais sofisticado é o Orbscan II - Multidimensional Diagnostic System, topógrafo importado dos Estados Unidos que fornece análise tridimensional das superfícies anterior e posterior da córnea. Consequentemente, aumenta o grau de precisão dos diagnósticos.

A sofisticação tecnológica se justifica porque cirurgias refrativas têm diversas contra-indicações. Além de doenças infecciosas ou degenerativas da visão, como o ceratocone, a cirurgia não pode ser feita em pacientes com córnea fina. Há também as limitações de grau: as cirurgias refrativas corrigem até 12 graus de miopia, quatro de hipermetropia e cinco de astigmatismo.

"A responsabilidade de uma indicação errada é dupla. Não se corrige a visão e o paciente ainda corre o risco de não ter a possibilidade de reparar o erro"- alerta Fernando Tarcha. Os resultados alcançados pela Laser Ocular assemelham-se aos dos principais centros cirúrgicos norte-americanos, segundo dados apresentados nos últimos congressos da Academia Americana de Oftalmologia. Em aproximadamente 86% dos casos o grau é zerado, em 12% permanece próximo de zero e em apenas 2% estaciona acima de um grau. A maioria dos pacientes enquadrados no último item tem ainda a possibilidade de se submeter a retoque três meses após a cirurgia, para nova diminuição do grau.

A redução bem-sucedida nem sempre está diretamente relacionada ao grau que o paciente apresentava antes da cirurgia. É equivocado pensar que quanto mais alto o grau, mais difícil para atingir o nível zero. Como em qualquer outro tipo de cirurgia, corriqueira ou não, as possibilidades de êxito requerem mais que habilidade médica e tecnologia avançada. Os mistérios do corpo humano costumam pregar peças até nos mais experientes especialistas. "Não temos nenhum caso de infecção, mas deixamos sempre claro que pode ocorrer. Por menor que seja o risco"- revela Edmundo Velasco.

A expectativa do paciente costuma ser tratada com cuidado extremo pelos oftalmologistas. Em nenhum momento a ansiedade para se livrar dos óculos pode ser aproveitada para induzir a decisão final. É óbvio que a possibilidade de recuperar a visão em alguns minutos, após anos de dependência de lentes corretivas, provoca ansiedade por vezes incontrolável. Por isso, os médicos Edmundo Velasco e Fernando Tarcha personalizam o atendimento desde o primeiro contato. Fazem a consulta de avaliação, os exames, operam e acompanham o pós-operatório diretamente. "Conforme a atividade, o paciente pode necessitar de óculos para leitura ou descanso"- admite Fernando Tarcha.

Estatísticas mostram que aproximadamente 50% da população até 40 anos de idade apresenta algum problema de refração. Se for considerada a faixa etária superior a 45 anos, o percentual sobe para quase 100%. A maioria tem causa genética e não pode ser prevenida. "Comer cenoura não adianta" - brinca Fernando Tarcha.

A técnica do LASIK corrige a curvatura da córnea dos portadores de miopia, hipermetropia e astigmatismo ou mais de um dos casos associados. O laser é aplicado nas camadas intermediárias, enquanto a superfície fica preservada na forma de lente para ser recolocada após a intervenção. O Excimer Laser Nidek emite o laser, uma radiação luminosa capaz de evaporar pequenas quantidades da córnea. O feixe de laser é manipulado por computador até que a curvatura chegue ao ideal. O sistema de monitoração mantém a centralização automática da luz sobre o olho, mesmo que haja movimentação involuntária durante a cirurgia.

A palavra miopia tem origem grega e significa apertar a visão. O míope costuma apertar os olhos na tentativa de focar as imagens que se formam antes da retina. Enxerga mal de longe. Na hipermetropia, do grego visão além da medida, é o contrário: as imagens se formam através da retina e dificultam a visão próxima. No astigmatismo, a córnea apresenta curvatura irregular, o que provoca o embaçamento da imagem a qualquer distância.

Todas as informações a respeito do tratamento a laser estão didaticamente descritas no site www.laserocular.com.br. A home page é indicada pela Imprensa especializada como uma das mais detalhadas sobre o assunto e traz informações sobre contra-indicações, procedimentos pré e pós-operatórios, convênios, custo e formas de pagamento. Interessados e pacientes encontram ainda suporte em central de atendimento 0800, que completa as orientações.

Precursores da técnica LASIK no Grande ABC, os diretores da Laser Ocular são aficionados por oftalmologia. Edmundo Velasco é professor auxiliar de Oftalmologia da Faculdade de Medicina ABC e médico do setor de cirurgia refrativa da instituição. O profissional ainda integra o grupo brasileiro que estuda a correção de graus muito avançados por meio de implantes de lentes. As pesquisas ocorrem em todo o mundo e só no Brasil já existem 400 lentes implantadas com resultados positivos. "Em breve teremos também uma solução para os graus mais avançados que não podem ser corrigidos por laser" - afirma Edmundo Velasco.

Tanto Edmundo Velasco quanto Fernando Tarcha são assíduos freqüentadores de congressos internacionais. Já participaram como palestrantes em encontros mundiais que reúnem os usuários do Excimer Laser. Os próximos eventos estão agendados para maio, setembro, novembro e dezembro. São, respectivamente, o Congresso Anual da Associação Americana de Catarata e Cirurgia Refrativa, em San Diego, nos Estados Unidos; o 31° Congresso Brasileiro de Oftalmologia, em São Paulo; o Congresso Anual da Academia Americana de Oftalmologia, em New Orleans, também nos Estados Unidos; e o Congresso Internacional dos Usuários de Excimer Laser Nidek, em Mônaco.

No rastro dos comandantes, a equipe de 15 profissionais da Laser Ocular também corre atrás de especialização. Recentemente, a maioria dos funcionários participou do curso específico para auxiliares de oftalmologistas promovido durante o 8° Simpósio Internacional de Catarata e Lente Intra Ocular sob orientação do Departamento de Oftalmologia da Universidade de Campinas. "A evolução é muito rápida e não podemos perder um minuto sequer" - justifica Fernando Tarcha.

Fonte: Revista Livre Mercado - Edição: Maio de 2001